Os músculos adutores formam um grupo localizado na parte interna da coxa. Eles aproximam a perna do eixo do corpo, gesto denominado adução. Usados a cada passada, eles estabilizam a pélvis e participam de quase todos os esportes.
Quando sentem dor, o desconforto geralmente está localizado perto da virilha. Compreender o seu papel ajuda a treiná-los melhor e a limitar o risco de lesões.
Quais são os músculos adutores?
Os adutores da coxa reúnem cinco músculos ligados à pelve e ao fêmur. Eles puxam a perna para dentro e controlam os movimentos laterais. Sem eles, andar em linha reta ou mudar de suporte se tornaria instável.
Falamos também dos adutores do quadril, pois essas fibras atuam diretamente na articulação. Seu tom mantém a pélvis reta durante a caminhada e a corrida.
Anatomia dos adutores da coxa
A anatomia dos adutores é baseada em cinco cabeças musculares: o adutor longo, o adutor curto, o adutor magno, o pectíneo e o grácil. Eles surgem no púbis e se fixam ao longo do fêmur. O nervo obturador controla a maioria dessas fibras.
Esta organização explica por que a dor pode irradiar do púbis até o joelho. Uma tensão localizada geralmente fornece informações sobre o músculo realmente afetado. Essas fibras cobrem uma grande área, desde a prega da virilha até o terço inferior da coxa.
Adutor ou abdutor: qual a diferença?
Muitas vezes surge a confusão entre adutor e abdutor. A adução aproxima a perna do corpo, enquanto a abdução a move para fora. Os abdutores, assim como o glúteo médio, ocupam a face lateral do quadril.
Em uma máquina indoor, o movimento de adução do quadril tensiona os joelhos. Por outro lado, o rapto os leva embora. Essas duas famílias trabalham juntas para manter a pelve estável.
Por que sentimos dor em nossos adutores?
A dor nos músculos adutores geralmente aparece após um esforço intenso ou um movimento repentino. Acelerações, golpes e mudanças de direção colocam esses músculos sob forte carga. Um aquecimento muito curto acentua ainda mais esse risco.
Como a dor nos adutores se manifesta?
O desconforto é sentido principalmente na parte interna da coxa, às vezes até a virilha. Muitos descrevem dor nos adutores na parte interna da coxa, aguda ao pressionar ou alongar. O menor desvio das pernas pode então despertar o tendão. Dependendo do caso, a dor permanece localizada ou se difunde para a região inguinal. Um jogador de futebol às vezes descreve isso como uma queimadura ao começar.
Dor nos adutores em atletas
O futebol é responsável por uma grande proporção dessas lesões. Chutes, desarmes e pressões repetidas enfatizam a inserção no púbis. Uma quebra ou ruptura pode ocorrer repentinamente.
Correr não poupa esse grupo muscular. Muitos corredores relatam dor nos adutores após uma longa corrida. O desequilíbrio entre adutores e abdutores continua sendo uma causa clássica. Entre os atletas pivô, essas lesões estão entre as lesões musculares mais comuns.
Pubalgia e tendinopatia dos adutores
Pubalgia refere-se à dor crônica na região pubiana e na virilha. Afeta principalmente jogadores de futebol e atletas sujeitos a apoio violento. A tendinopatia dos adutores representa uma das formas mais comuns.
Especialistas confiam no acordo de Doha para classificar essas dores na virilha. Este quadro, publicado em 2015, isola particularmente os danos ligados aos adutores. Hoje orienta o diagnóstico e acompanhamento do paciente.
Dor nos adutores em mulheres grávidas
A gravidez altera a postura e relaxa os ligamentos da pélvis. A dor nos adutores em mulheres grávidas geralmente reflete essa adaptação. Continua sendo comum no final da gravidez, quando o peso da barriga é puxado para frente.
Alongamentos suaves e fortalecimento leve geralmente aliviam essa tensão. No entanto, é necessário aconselhamento médico se o desconforto se tornar grave ou persistente. Um cinto de suporte e suportes mais largos reduzem a pressão na parte frontal da pélvis.
Síndrome do canal adutor
Mais discreto, o canal adutor abriga o nervo safeno na parte interna da coxa. Sua compressão causa formigamento ou dor que desce até o joelho. Esta síndrome do canal adutor permanece rara, mas merece um exame cuidadoso.
Como tratar a dor nos adutores?
O repouso relativo marca a primeira etapa. A redução dos movimentos dolorosos permite que o tendão se recupere sem imobilizá-lo completamente. Por outro lado, uma recuperação muito rápida muitas vezes prolonga o tempo de cura. O frio aplicado nos primeiros dias acalma a inflamação.
O diagnóstico
Um exame clínico preciso orienta o diagnóstico. O praticante apalpa a inserção no púbis e testa a contração contra a resistência. Às vezes, um ultrassom ou ressonância magnética confirma a lesão e descarta outras patologias pélvicas. O médico também compara o lado direito e o lado esquerdo, para identificar fraqueza ou assimetria.
Tratamento e fisioterapia
A fisioterapia desempenha um papel central no tratamento. O fisioterapeuta combina trabalho progressivo, alongamento direcionado e fortalecimento adequado. Às vezes, as ondas de choque completam o tratamento das formas crônicas.
Dependendo da duração dos sintomas, a dor no adutor cicatriza em algumas semanas ou vários meses. O monitoramento regular reduz claramente o risco de recorrência.
Retorne ao esporte com segurança
A recuperação é preparada por etapas, sem pular fases. Primeiro validamos a corrida de linha, depois as mudanças de apoio, por último os gestos específicos. O feedback orientado limita a recaída e restaura a confiança.
Quais exercícios para fortalecer os adutores?
O fortalecimento dos adutores baseia-se numa carga progressiva e bem medida. É melhor começar fácil e aumentar a dificuldade ao longo das semanas. Esta subida gradual protege a frágil inserção no púbis.
A Adução de Copenhague
A Adução de Copenhaga estabeleceu-se como um exercício de referência. Realizado em apoio lateral, solicita os adutores em modo excêntrico. Vários estudos associam isso a uma redução nas lesões na virilha entre jogadores de futebol.
Exercícios com ou sem equipamento
A máquina adutora, na posição sentada, isola o movimento e tranquiliza os iniciantes. Um elástico reproduz esse mesmo gesto em casa, sem aparelho. No chão, pressionar uma bola entre os joelhos já ativa as fibras isometricamente.
Alguns exercícios para adutores costumam aparecer nos programas:
- adução deitada de lado, perna subindo lentamente em direção ao teto;
- agachamento sumô, pés afastados e dedos abertos para fora;
- a estocada lateral, que alonga e fortalece a coxa no mesmo movimento.
Alongamentos do adutor
O alongamento dos adutores mantém a flexibilidade da parte interna da coxa. A posição borboleta, sentado, com os calcanhares juntos, continua sendo a mais simples de manter. Mantemos a postura suavemente, respirando lentamente.
Um alongamento do adutor mantido por vinte a trinta segundos prepara você bem para o esforço. Realizado após a sessão, também promove a recuperação muscular.
Como prevenir lesões nos adutores?
A prevenção começa com um aquecimento completo antes de cada sessão. Alguns minutos de mobilidade do quadril despertam os músculos e limitam as lesões. O corpo responde muito melhor aos exercícios quando preparado.
Equilibrar o trabalho dos adutores e abdutores continua sendo um ponto chave. Um grupo muito fraco comparado ao outro enfraquece a pelve. Variar os exercícios e respeitar os tempos de descanso mantém esse equilíbrio.
Para construir um programa seguro, o apoio de um treinador ou profissional é uma virada de jogo. Um olhar experiente ajusta a carga, corrige a técnica e adapta a progressão ao seu nível. É também a melhor forma de retornar ao esporte após dor nos adutores, sem recaída.
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